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A CATEQUESE MISTAGÓGICA

1. Por que falar de mistagogia?




O tema mistagogia aparece em um momento de urgência de renovação da Igreja e de nossas práticas evangelizadoras.


As vozes do documento de Aparecida ainda ecoam em nossos ouvidos, proclamando a necessidade de deixar uma pastoral de mera conservação, avançando para a renovação das estruturas eclesiais (DAp 366-368). Diante do indiferentismo religioso, da falta de consciência cristã dos batizados e da grande massa de católicos que buscam nossas comunidades como “fregueses” dos serviços eclesiais, faz-se necessária uma renovação de métodos. Na catequese, não podemos mais nos contentar com a falta de engajamento dos muitos que recebem os sacramentos de iniciação e depois somem da Igreja.


Diante de tal realidade com a qual se depara nossa prática pastoral, precisamos tomar consciência de que estamos em tempos de evangelização. Tempos em que urge o primeiro anúncio da alegre boa nova, levando nossos interlocutores ao encontro pessoal com Jesus Cristo, na adesão a…

O SACRAMENTO DA MATURIDADE: "O" CRISMA OU "A" CRISMA"?

E como é que se fala mesmo?

Na verdade esta é uma questão semântica (sentido das palavras e da interpretação das sentenças e dos enunciados): O Crisma ou A Crisma?
O correto é: O Sacramento DA Crisma ou Crisma! (feminino, portanto). O que, às vezes, gera um pouco de confusão é o fato de o Óleo (A MATÉRIA) da Crisma ser chamado O Crisma! (óleo abençoado na Quinta-Feira Santa).
O Batismo se acha estritamente associado ao Sacramento da Confirmação (ou Crisma), pois este, como diz o nome, confirma e leva à plenitude o Batismo; É o Sacramento da Maturidade cristã.

Em poucas palavras, o Sacramento da Crisma é a consolidação pentecostal do Batismo; é a consumação do Batismo. Isto vem indicado pelo próprio rito batismal, pois ao final da cerimônia batismal o neófito é ungido com o óleo da Crisma – unção esta que ainda não é o Sacramento da Crisma. Assim, embora seja um Sacramento próprio, a CRISMA fica intimamente vinculada ao Sacramento do Batismo, como também ao da Eucaristia, constituindo…

VOCÊ SABE A IMPORTÂNCIA DA MISSA AOS DOMINGOS?

A participação da Santa Missa, aos domingos, é um compromisso de particular importância em nossa experiência de fé. O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que a celebração da Eucaristia dominical, do Dia do Senhor, está no coração da vida da Igreja. “O domingo, em que se celebra o mistério pascal, por tradição apostólica, deve guardar-se em toda a Igreja como o primordial dia festivo de preceito”1.

No entanto, antes de ser uma obrigação para nós, católicos, a participação da Santa Missa aos domingos é uma exigência que está inscrita na essência da vida cristã. Por isso, na Igreja nascente, não havia o preceito dominical, já que os fiéis tinham a assembleia dominical como o ponto mais alto e importante da vida espiritual.
A Santa Missa nos primórdios da Igreja Católica

A celebração da Santa Missa aos domingo remonta aos princípios da era apostólica da Igreja (cf. At 2,42-46; 1 Cor 11,17). Nesse sentido, a Carta aos Hebreus nos ajuda a compreender a importância da Eucaristia dominical j…

FINADOS: a sabedoria de fazer-se presente diante da morte

“Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus...” (Mt 5,12)

No dia de Finados, fazemos memória e nos unimos a todas aquelas pessoas cujos rostos estão gravados em nossa mente e coração, pois foram presenças que nos sustentaram, nos confortaram, nos animaram e nos impulsionaram. E podemos expressar a confiança profunda de que a vida é conduzida secretamente a um Porto de Amor definitivo, e todo pranto, impotência e fragilidade serão abraçados e sanados n’Ele.

Há tanto que agradecer a estas pessoas que, como silencioso fermento, fizeram história com Deus no interior de nossa pobre humanidade. Foram presenças inspiradoras que melhoraram uma parte do mundo e nossa gratidão as acompanha. Ditosos eles e elas, e ditosos também nós porque, na comunhão com aqueles(as) que já vivem a páscoa definitiva, somos movidos a seguir seus passos pelo caminho da vida, para sermos dispensadores humildes de felicidade, compaixão, mansidão, famintos e sedentos de justiça, de paz.…

Iniciação à vida de Cristã: mergulho no “Mistério de Cristo”

Somos convidados a olhar para o mistério cristão como um acontecimento que nos revela o plano divino da Salvação que Deus realiza na história da humanidade. Antes de ser uma doutrina, o “mistério” é um acontecimento oferecido como salvação a todos os seres humanos. Esse mistério de Deus chega à plenitude em Jesus de Nazaré e é anunciado na comunidade dos discípulos, até sua vinda gloriosa.


Absorvemos esse mistério de Deus que chega até Jesus de Nazaré, como o próprio Cristo que se fez sacramento de Deus. Ele é o Proto, o primeiro sacramento de Deus. Sofrendo a morte de cruz e ressuscitando, ele retorna ao Pai e envia seu Espírito para a Igreja nascente, fazendo dela sacramento dele. Assim, a Igreja é a continuação desse Sacramento (por isso ela é visível: para continuar a mesma economia salvífica divina). Ela nos oferece os sacramentos que provêm da vida do Cristo (Batismo, Crisma e Eucaristia) nos fazendo assim, sacramento do próprio Cristo.


Enquanto Jesus estava vivo, os apóstolos o…

SANTOS ANDRÉ DE SOVERAL, AMBRÓSIO FRANCISCO FERRO, Presbíteros, MATEUS MOREIRA e outros 27 companheiros leigos, Mártires

No dia 03 de outubro, a Igreja no Brasil comemora a Memória dos Protomártires do Brasil: os Santos André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, presbíteros,Mateus Moreira e outros 27 companheiros leigos, Mártires, brutalmente trucidados pelos invasores holandeses e índios a eles associados em 1645.
Todos conhecem um pouco da história da ocupação holandesa no Nordeste do Brasil. Os países baixos, antiga possessão espanhola e em guerra contra a Espanha, atacaram o Brasil, que na época tinha como soberano o Rei Felipe II, espanhol. A 1ª invasão ocorreu em maio de 1624, quando os holandeses tomaram a Bahia; foram expulsos em 1625, com ajuda de uma frota espanhola. Não desistiram, e em 1630 invadiram Pernambuco, tomando Olinda e Recife. Conseguiram fixar-se e aumentar os seus domínios em todo o litoral nordestino: Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Para governar Pernambuco foi enviado o príncipe
Maurício de Nassau, que governou com muita habil…